quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Oscar 2011 Parte 2

O vencedor (The Fighter) 2010
O filme conta de maneira simples porém profunda a historia real do boxeador de peso leve Micky Ward até chegar ao titulo de campeão do mundo.
Centrado mais nas interações familiares e na dinâmica dos personagens do que no boxe em si, esse filme é um projeto que só pela historia já vale total atenção.
Tendo que conviver com o fardo de conseguir superar seu meio irmão Dick (Que tendo tudo para o sucesso teve que abandonar a carreira em função das drogas e excessos) enquanto tem que suportar a mãe e as irmãs (que claramente preferem Dick à ele) que o tratam como uma maquina de ganhar dinheiro e nada mais, nós seguimos em frente junto de Micky enquanto este tenta conquistar seus próprios méritos e vive um romance com Amy Adans, que dá A Micky toda a força e coragem que esse precisa. O roteiro de Scott Silver, Erick Johnson e Paul Tamasy nos guia de forma maravilhosa através da vida de seus personagens tão complexos.  E esse roteiro é conduzido tão bem por David O. Russell que o filme valeria ser visto só por isso.
Contando também com ótimas atuações de todo o elenco (e algumas mais que ótimas), não é a toa que três dos atores estejam disputando o óscar de melhor atuação.  (Christian Bale/Ator Coadjuvante e Melissa Leo  e Amy Adams/Atriz Coadjuvante).
Nota - As Lutas por incrível que pareça, são o ponto fraco do filme
5/5

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right) 2010
Bem montado, conta com um roteiro corajoso e polemico (Dois irmãos, filhos de um casal de léxicas, resolvem procurar seu doador de esperma.) mas que é tratado de forma divertida e interessante; e que peca justamente por não ser tão profundo. Sem querer levantar questões mais sérias, fica a sensação de que falta alguma coisa. A crise do casal soa artificial (Poderia ter acontecido antes, por que não? Poderia acontecer depois. Mas tem que acontecer naquele momento, pois o roteiro precisa disso).
O filme merece destaque por suas boas atuações. Annette Bening está maravilhosa, Julianne Moore está muito melhor que o normal, Mark Ruffalo está bom, mas longe de ser ótimo (Culpa do roteiro que não permite que este vá muito longe) e Mia Wasikowska está muito mais convincente que em sua péssima atuação em Alice.
3/5

A Rede Social (The Social Network) 2010
Jesse Eisenberg se transforma em Mark Zuckerberg durante a projeção. La está aquele cara intrigante, inteligente e misterioso. Jesse se mantem indiferente durante toda a projeção, e jamais conseguimos entender completamente o personagem. Esse ar de mistério é o charme do filme. Por não nos permitir saber exatamente o que Zuckerberg pensa (O que também é impossível) o filme consegue retratar de forma melhor, a historia(ou uma das versões) de criação do que é hoje a maior rede social. Sem transformar Zuckerberg em um vilão(Apesar de que muitas pessoas acharam isso), a produção do filme tão pouco o transforma em herói. Magnifico. Um pouco longo no seu ultimo ato, mas fora isso, perfeito.
5/5

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