quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cisne Negro (Black Swan) 2010

(Pode conter pequenos Spoilers)

Natalie Portman está deslumbrante no papel de Nina, uma bailarina que está próxima de assumir o cargo de primeira bailarina pertencente a Beth MacIntyre(Winona Ryder).
Portman está fenomenal. Eu poderia jurar que não era a mesma atriz que fez Pádme em Star Wars. Ela cria com maestria e perfeição a menina Nina, que por causa de sua pureza e busca incessante pela perfeição (Dentro e fora do Balé) se vê cercada de problemas interiores. Ela consegue nos convencer em todos os momentos, seja nos seus momentos felizes, (como no momento em que essa liga pra mãe pra avisar que ganhou o papel na peça, pra logo em seguida sentir um medo enorme) ou tristes ela consegue passar pros telespectadores toda angustia, todos os pensamentos, as certezas (e incertezas), a busca pela perfeição e sua fragilidade que faz com que não consiga libertar o cisne negro. E nós somos guiados por ela durante todo o maravilhoso filme.  O filme é inteiramente dela (E não é a toa que não haja uma só cena em que ela não apareça).
Das cenas com a mãe (Barbara Hershey) que lhe exige desde pequena o limite e mais um pouco, passando pela bailarina(Winona Ryder) que não aceita ser trocada por Nina; e que resulta em duas das melhores cenas do filme) todas são muito bem dirigidas e possuem um timing perfeito(O filme não cansa em momento algum).
A única atriz que não rende boas atuações é a fraca Ksenia Solo que interpreta Veronica, e que (pena) possui um papel importante. É com ela que Nina 'vive' (ou não) outras grandes angustias. O medo (e praticamente certeza) de que esta vai lhe roubar o papel duram o filme inteiro. Apesar de que isso não fica claro em nenhum momento e chega a parecer uma loucura da parte de Nina.
Loucura e medo.  Darren Aronofsky faz um trabalho fenomenal aqui. Esperava ver um bom filme de drama mas não achei que encontraria boas doses(e muito bem dirigidas diga-se de passagem) de terror psicológico. Ele nos assusta, nos amedronta; consegue nos fazer sentir tudo que Nina sente. Grande feito também pela ótima fotografia do filme (Que sempre em uma paleta escura, no inicio ainda conserva um brilho muito maior em Nina, enquanto as outras pessoas estão durante boa parte do tempo com roupas escuras) e direção de arte, com suas belas maquiagens, cenários e figurinos. Em todas as cenas em que este evoca o medo e loucura da protagonista, o silencio, o uso de sombra, os vultos, o sangue; tudo está na medida certa e funciona muito bem.
Nas cenas  com Thomas Leroy (Vincent Cassel); que também está ótimo; é que vemos sempre um avanço na historia. Como um exigente diretor ele cobra de Nina o máximo e mais um pouco, pois ela é perfeita; mas o perfeito é pouco pro Cisne Negro, pois este é imperfeito. A cada cena De Nina com Leroy  vemos cada vez mais o desgaste da menina diante das cobranças. Não é a toa que ela enlouqueça. Mas a loucura nada mais foi que o processo necessário pra peça se completar.
Pois o filme inteiro é o balé. O que vimos do inicio ao fim nada mais é do que a peça em si. Da garota virginal pura que deseja liberdade, passando pelo cisne negro que tudo seduz, até a morte em busca da liberdade do cisne branco. Da morte. Pois foi preciso ''A morte'' pra transforma-la no cisne negro, e foi Na Morte em que ela conseguiu a perfeição que a mãe cobrava, e conseguiu finalmente a liberdade.

5/5 Sem sombra de duvidas.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família – 2010 (Little Fockers)

Sem forçar a barra em quase nenhum momento (Pecado cometido nos dois filmes anteriores) Paul Weitz assume a direção no lugar de Jay Roach e consegue levar um filme que tinha tudo pra ser pior que o anterior um passo adiante. Os atores já acostumados com os papeis, vivem eles naturalmente. Jessica Alba, Laura Dern e Harvey Keitel são uma boa adição à série (Apesar de Jessica Alba ser esquecida ao fim do filme).
Assim como nos outros dois, o filme peca nos últimos minutos com pequenas historias paralelas sem sentido (Até o maldito gato volta pra uma pequena participação); o filme vira uma pequena bagunça (Mas não a salada de fruta que fazem com os filmes anteriores).
Uma pena (Ou não) que apesar do titulo Little Fockers as crianças tenham uma participação tão pequena.
Atuações ótimas de todo o elenco. Bato na tecla nesse ponto.
Uma pena que Dustin Hoffman e Barbra Streisand tenham tão pouco envolvimento na trama central.
Apesar de melhor que os outros dois, espero que a saga das famílias Byrnes e Fockers esteja encerrada. Chega De Niro. Teu lugar não é aí.

3/5

Entrando Numa Fria Maior Ainda - 2004 (Meet the Fockers)

O numero de piadas forçadas diminuiu bastante nesse segundo episodio (Mas não sumiu completamente).
Os atores estão muito melhores em seus papeis, soam muito mais naturais. O grupo se mostra mais divertido, com uma dinâmica muito boa. E a adição dos fockers (Dustin Hoffman e Barbra Streisand) foi uma ótima escolha.
O roteiro flui melhor, não é mais arrastado como o anterior. O grande problema assim como no anterior reside na meia hora final, quando o filme começa virar um simples besteirol.
O pior do filme cai novamente em cima do maldito gato (Este que aprendeu a dar descarga, e resolve dar descarga em um cachorro). Fala sério. É feio demais quando um filme precisa usar de animais idiotas pra fazer rir. Temos até o momento auto-parodia (Que também não é nada bom) com uma frase que uma personagem fala 'O gato sabe dar descarga?'.
Levemente melhor que o original 3/5

Nota - As piadas de enfermeiro estão ainda melhores.

Entrando Numa Fria - 2000 (Meet The Parents)

Cheio de forçar a barra, temos cenas que vão desde simples privadas que entopem fossas inteiras , passando por um gato que destrói uma casa toda após engolir um chicle de nicotina. Sem contar as ridículas cenas da cozinha, piscina e telhado. Incrível, mas em quase todas todas aparece um gato (Um gato que some e aparece quando convém a historia).
O filme caminha de forma normal até o desaparecimento (novamente, do maldito gato). Na meia hora final da projeção o filme vira uma bagunça total.
Diverte de forma razoável na primeira hora de projeção. Uma pena ver o grande De Niro nesses trabalhinhos.
(As piadas de enfermeiro são as melhores do filme) 2/5

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

4M3S2D, Enigima do Principe, Eclipse, Toy Story 3

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (2009) - Montagem, fotografia e direção perfeitas. Destaque para a cena do jantar de Olivia com a família do namorado, e para a corajosa e perturbadora cena do aborto no banheiro. 5/5 (Editada em 2009)


Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009) - Melhor das seis adaptações. Consegue captar todo o clima sombrio e melancólico do livro. Destaque para as atuações de Alan Rickman, Tom Felton e Michael Gambon. 5/5 (Editada em 2009)


Eclipse (2010) - Melhor que os dois primeiros filmes (Ainda assim, longe de ser um bom filme). Temos ainda; as mesmas atuações medianas, as frases super clichês (Culpa do livro talvez), as jogadas irritantes (E sem proposito) em câmera lenta, os cortes rápidos nas cenas de ação que em nada ajudam, e a trilha sonora que não fecha em alguns momentos. Com um roteiro claramente superior aos outros dois, (A historia finalmente parece que anda um pouco) mas ainda fraco (Novamente culpa do livro), é um filme de adolescentes burros (E Edward apesar da idade que tem parece se encaixar nesse perfil) para adolescentes igualmente burras. Direção, fotografia, efeitos especiais e maquiagem melhores que nos anteriores. 3/5

Toy Story 3 (2010) Nostalgia do inicio fim. Alguns momentos de segurar as lagrimas. Impossível assistir sem lembrar da infância. O grupo todo continua muito bom (Quem não tinha graça caiu fora). Efeitos bonitos, trilha sonora perfeita. Uma das melhores animações do ano, ou simplesmente, uma das melhores animações já feitas. 5/5