Eu entrei na sala de cinema esperando um roteiro simples, atuações medianas e um choque nos efeitos sonoros e especiais. E foi exatamente isso que encontrei.
Apesar do roteiro 'diferente', ele mantém toda uma série de clichês básicos de filmes. O filme começa bem, mas começa a perder ritmo a partir do segundo ato e termina em um final muito mais longo do que deveria.
Em nenhum momento nos preocupamos com o destino das pessoas no filme. Culpa da atuação abaixo da média de todos, dos diálogos pobres e das piadas forçadas que saem da boca deles a todo instante. O herói do filme, Sam Flynn (Garrett Hedlund), se mostra despreocupado durante toda a projeção (Como se tudo aquilo que estivesse acontecendo com ele, fosse a coisa mais normal do mundo). O vilão CLU 2 (Jeff Bridges) não tem carisma algum, nem motivação. E o que falar da 'bond girl' (Que não acrescenta nada a trama) ou do personagem vivido por Michael Sheen que mantém os trejeitos híbridos dos personagens Coringa (Do Jack Nicholson), Charada (Jim Carrey) e Ruby Rhod (Chris Tucker) (E que, idem, não acrescenta nada a trama).
Com a trilha sonora belíssima do Daft Punk, efeitos especiais de babar (Como era de se esperar), ''com exceção ao rejuvenescimento do ator Jeff Bridges'' (Nada que prejudique o filme) e efeitos sonoros igualmente maravilhosos isso é tudo que Tron entrega. Um filme com um roteiro comum(Mas que funciona perfeitamente ao proposito de passatempo) e muitos efeitos digitais voando pela tela). Diverte durante seus 125 minutos, mas provavelmente ninguém vai lembrar dele daqui alguns anos.
3/5
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Tron: O Legado - 2010
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